22 de abril de 2018

On weekends we brunch!

Durante a semana, e enquanto está na creche, o Matias almoça às 11.30h. Assim sendo, vai fazer a sesta por volta das 12.30h e geralmente acorda por volta das 14.30h.

Durante o fim-de-semana tentamos ao máximo manter estes horários (até porque não temos grande hipótese, por volta das 13h já ninguém o atura!), e por isso tornou-se muito complicado a nível logístico almoçar fora. Ora, como o Matias vai dormir por volta das 19.30h, ir jantar fora também é um filme de terror.

Vai daí, arranjámos uma alternativa bestial: o brunch.

Eu sei que passei anos a maldizer o brunch, mas nos últimos tempos confesso que nos rendemos completamente ao conceito. Aos fins-de-semana o Mati acorda (por volta das 8.30h), come o pequeno-almoço, brinca um bocadinho e depois à hora do almoço dele vamos todos ao brunch :D Depois é só comer comer comer comer, chegar a casa e deitá-lo a uma hora bem decente (e muitas vezes ir dormir a sesta também!) :D

Pensei que poderia ser útil mostrar-vos três dos sítios onde fomos ultimamente, até porque assim também trocamos sugestões! :) Aqui vão:

18 de abril de 2018

Madeira 2018 - O resumo! :D

Há dois anos que não ia ao congresso nacional da minha especialidade. Fui em 2015 (foi em Vila Real), em 2016 estava de licença de maternidade (foi em Évora, salvo erro) e em 2017 estava de férias em Santorini (foi em Viana do Castelo), por isso quando comecei a planear as viagens deste ano sabia que o congresso nacional seria obrigatoriamente uma delas. Além disso, tinha imensa curiosidade para conhecer a Madeira, por isso pareceu-me uma óptima oportunidade para juntar o útil ao agradável.

(O congresso do próximo ano vai ser em Guimarães, mas não devo conseguir ir novamente porque calha numa altura que se adivinha muito dramática cá em casa por causa do exame de saída do Pedro.)

Há uns anos o Pedro tinha ido à Madeira (o pai dele trabalhava lá na altura) e não gostou nada (nem sei bem porquê, coisas de peixe morto provavelmente). Vai daí, eu tinha as expectativas relativamente contidas em relação à ilha (ou tão contidas quanto consigo tê-las, o que não é assim muito). Tinha visto algumas informações sobre a ilha (um grande eufemismo para dizer que li o Lonely Planet duas vezes, procurei montes de informações e não calava a matraca a falar do que queria ver), também queria aproveitar para descansar um bocadinho e acima de tudo sabia que ia passar grande parte do tempo a trabalhar, quer dentro do congresso quer fora (porque tinha uma apresentação para preparar) (no fim não preparei um bacalhau da apresentação, mas #noregrets).

No fim do primeiro dia do congresso fui beber uma cerveja com as minhas colegas à Praia Formosa, e enquanto víamos o pôr-do-sol lembrei-me da famosa frase dos meus pais:

'A nossa viagem preferida de sempre? A última e a próxima.'

E naquele momento juro que concordei com eles. E talvez a Madeira só seja a minha viagem preferida até chegar a próxima... Mas as memórias felizes já não vão a lado nenhum :D

Costa Vicentina 2018 #3

E chega ao fim a foto-reportagem da nossa viagem à Costa Vicentina, mesmo a tempo de mostrar a foto-reportagem da minha viagem à Madeira (spoiler alert: adorei!). Definitivamente parece-me que esta viagem ao Alentejo (e Algarve) abriu em grande o nosso ano de viagens :D

Jantar no 'Costa Alentejana', na Zambujeira do Mar! Na foto, a minha sangria com vinho azul! :D

A mãe.

Tinha acabado de adormecer quando um grito assustado me fez saltar da cama. 'Mamã!'. Era uma da manhã. Corri para o quarto do Matias, que chorava enquanto estendia os braços para mim. Peguei-lhe ao colo, ele aninhou-se em mim e chorou. Chorou muito. 'Ãoão, ãoão', repetia entre soluços. 'Tiveste um pesadelo?' - perguntei. Mais lágrimas.

Sentei-me no cadeirão. O Matias enrolou-se contra o meu peito e adormeceu entre beijinhos.

E ali, no escuro da noite, no silêncio da madrugada, sentada naquele cadeirão onde tantas vezes dei biberões durante a noite, com o meu filho de quase dois anos aninhado contra mim, eu senti um daqueles momentos de felicidade suprema. E quis congelar para sempre todos os detalhes daquela memória.

Voltei a deitar o Matias na caminha dele, voltei para a cama e adormeci. Hoje encontrámos o Óscar (cão extremamente simpático e pachorrento que vive perto da creche) e o Mati fez-lhe muitas festinhas.

Para ele, não passou de um susto. Para mim, foi (mais) um dos momentos mais comoventes da maternidade.


7 de abril de 2018

Costa Vicentina 2018 #2

Na Quinta fiz o meu exame, e só vos digo isto: a semana da Páscoa pode ter-me deixado com mais um quilo no lombo (já estou a tratar do assunto!), mas Quinta tirou-me vinte quilos de cima.

Talvez pareça parvo como é que alguém que já fez dezenas de exames, escreveu um livro, teve um filho e ultrapassou situações bem difíceis na vida se borra tanto com um exame. A verdade é que o exame do ano passado - e o seu resultado desastroso - marcaram muito o meu último ano. Chorei durante meses, pensei todos os dias que queria desistir da especialidade, senti-me uma merda, achei que não era forte o suficiente, tive muitas dificuldades em ter motivação para me levantar da cama na esmagadora maioria dos dias (e não sei se o faria se não tivesse um despertador muito especial que chama pela mamã), queixei-me muito, zanguei-me ainda mais. Zanguei-me com os outros, mas acima de tudo zanguei-me comigo.

Foi um dos anos mais difíceis da minha vida. Mas passou. Pensei muito, revi as minhas expectativas, mantive as minhas prioridades. Passei a sentir uma serenidade que sei que surgiu à custa do amadurecimento, perdi certamente outras coisas como em todas as etapas importantes da vida.

Quando o meu exame foi adiado fiquei seriamente aborrecida, mas para vos ser muito sincera nas últimas três semanas senti uma tranquilidade que não sentia há meses. Eu sei o que fiz ao longo dos últimos anos, sei o quanto aprendi e, acima de tudo, sei o que valho, independentemente do que uma nota me pudesse dizer.

O exame foi na Quinta e correu muito bem. E desde então ando numa espécie de nuvenzinha, quase alheia ao que me rodeia. Feliz. Despreocupada. Vinte quilos metafóricos mais leve.

Pronta para as próximas férias :D

2 de abril de 2018

Costa Vicentina 2018 #1

A nossa estadia no Cerro da Fontinha surgiu puramente por acaso, como vos tinha contado aqui, mas lavou-nos a alma. Foram quatro dias de muuuuuito descanso e namoro, passeios fantásticos e comidinhas boas :D Sem mais demoras, aqui vai a foto-reportagem :D

Mal chegámos pousámos as coisas e fomos almoçar a um restaurante recomendado pelo dono do alojamento: o Restaurante Chaminé em Brejão! Comeu-se meeeesmo bem. Não havia uma única opção vegetariana na lista, por isso lá tive que dividir os lombinhos de porco preto com o Pedro (#noregrets).

Bem-vindos à minha vida.

Maio de 2016: 'A primeira festa de aniversário do Mati tem de ser planeada por mim! Aposto que vai ficar super gira!'

Maio de 2017: 'A segunda festa de aniversário do Mati tem de ser planeada por outra pessoa porque deu-me imenso trabalho e no fim ficou um bocado uma bosta!'

Dezembro de 2017: 'Bolas, não temos dinheiro para contratar uma empresa de organização de eventos! A segunda festa de aniversário do Mati tem de ser planeada por mim... Mas aposto que vai ficar super gira!'

Abril de 2018 (enquanto corto 45 bandeirolas de cartolina de várias cores): 'A terceira festa de aniversário do Mati tem de ser planeada por outra pessoa porque esta está a dar-me imenso trabalho e no fim vai ficar um bocado uma bosta!'

(Ainda por cima decidi o tema há meses e agora o miúdo só quer saber da Ovelha Choné! Afinal vou mesmo ter de me render às evidências e começar a escolher temas que ele goste * suspiro * * adeus festa de aniversário do Plants vs. Zombies *). 

31 de março de 2018

Março.

Olhando para as fotos que tirei durante o mês de Março, fico com a sensação de ter passado o mês inteiro a comer. Fui ao Casanova, ao Raffi's Bagels, ao Hard Rock Cafe, à Piriquita em Sintra, à Rosa Doce, a'O Prego da Peixaria, ao Real Nepal, à Ladurée e ao The Paleo Kitchen, fora os restaurantes que experimentámos pelo Glovo ou pelo Uber Eats (Tasca Fit, RED, Il Giardinetto, Honorato, Gutsy, Guacamole) e as coisinhas que cozinhei em casa (um bolo de limão enorme e delicioso, uns éclairs de tiramisú que ficaram do outro mundo, vários tipos de pão diferente e bolachas de Bounty).

O facto de termos tido exames do internato durante o mês não ajudou, e realmente a vontade para cozinhar (e arrumar a cozinha) foi pouca. O exame do Pedro está feito, o meu foi adiado para Abril.

Março foi um mês marcado também pela nossa primeira viagem do ano, à Costa Vicentina (a foto-reportagem sai em breve). Teve poucos programas culturais (visitámos a exposição do Vhils na Galeria Vera Cortês e foi basicamente isso), mas teve outros programas relaxantes e bons (voltei ao Float In, celebrámos o Domingo de Ramos com um brunch na BOM BOM).

O Bernardo veio fazer um estágio para Lisboa durante três meses, por isso voltámos a estar os quatro cá três anos depois (YEY). Passámos para o nível 68 nos quizzes do Jetpunk. Retoquei a minha tatuagem. Fiquei 45 minutos trancada com o Matias numa casa-de-banho. Vi dois filmes da lista dos 250 melhores filmes do IMDb, o Zootopia e o There Will Be Blood (não fizeram história).

Aqui vão algumas fotos do mês :)

Brunch na BOM BOM :) Na foto granola com iogurte, sumo de ananás com frutos vermelhos e fruta!

30 de março de 2018

Vinte e dois meses de Matias.

Março foi um mês no mínimo peculiar. Trabalhámos que nem doidos, panicámos por causa dos nossos exames e tivemos umas mini-férias num sítio inesperado, por isso confesso que não tenho tido a disponibilidade (e a organização) necessárias para escrever. Independentemente disso, no dia 14 celebrámos mais um mês do Mati, por isso cá vai mais um resumo do nosso patuscão :D

Assim é o Mati aos vinte e dois meses:

* Alimentação

22 de março de 2018

Costa Vicentina 2018 - O resumo!

Decididamente, a minha vida dava um filme indiano.

Há dois anos atrás, a Joana do passado decidiu ir super grávida para a Serra da Estrela, cheia de bazófia, sozinha e sem avisar ninguém. A dada altura atolei o carro, naquele que foi um dos momentos mais assustadores da minha vida. Fiquei tão traumatizada que nunca mais voltei à Serra da Estrela, apesar do Pedro ter sugerido levarmos lá o Mati ainda no fim de 2016.

Os meses foram passando, e no início de 2017 começámos a programar as nossas viagens. Queríamos visitar algum sítio cá dentro, mas o quê? Já conhecíamos razoavelmente bem o Alentejo, o Pedro boicotou Sesimbra porque 'passamos a vida lá metidos', não nos apetecia ir ao Gerês, o Pedro conhece muito bem o Oeste, estávamos com vontade de alugar uma casinha com lareira e ficar a pastelar... E pronto, lá surgiu a ideia de regressarmos à Serra da Estrela no fim do ano. Reservámos uma casinha, eu fiz um dos meus já famosos planos de viagem e ficámos à espera.

Duas semanas antes de irmos, o proprietário da casa enviou-me um mail a dizer que o terreno (com sete hectares) tinha ficado completamente destruído no incêndio que afectou a região em Outubro. A casa estava operacional mas a região envolvente estava queimada, e o senhor propunha adiarmos a nossa estadia. Ainda pensámos seriamente em ir na mesma (até para podermos contribuir financeiramente para a recuperação da região), mas falámos com vários amigos e colegas de trabalho de lá que garantiram que não era de todo uma boa altura.

Vai daí, decidimos adiar a viagem para Março. Já estaria um tempo aceitável - pensávamos nós -, já tínhamos terminado os nossos exames - pensávamos nós - e poderíamos finalmente fazer as pazes com a Serra da Estrela.

Só que não.

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